Ironman 70.3 – Penha / SC
Primeiro grande desafio desde que comecei a fazer triatlhon. O Ironman 70.3 recebe esse nome, pois corresponde a metade do Ironman (140.6 milhas), ou seja, 1,9 km de natação + 90 km de ciclismo + 21 km de corrida.
A viagem começou às 5h20 de sexta-feira, decidimos ir de carro, tranqüilo. Comigo estavam meus dois sobrinhos e no carro do Silvio, ele e a Silvia. Pegamos um pouco de trânsito no caminho, mas nada que nos atrasássemos muito. Chegamos em Penha por volta das 13hs, fizemos o checkin no hotel e saímos para almoçar. Essa era a primeira meta do dia que seria bem corrido.
Confesso que o clima de sexta-feira me preocupou um pouco. Além do frio que estava, o vento estava forte e o mar bem agitado. Sabia que se o tempo continuasse assim, eu “sofreria” ainda mais na prova.
Após o almoço, fomos retirar o kit da prova. Não tinha quase fila para a retirada, mas o tempo individual de cada atleta era um pouco “lento”, principalmente para quem estava ali pela primeira vez. De forma bem organizada, explicavam tudo que deveria ser feito e preparado para a prova. Saímos de lá, voltamos para o hotel e comecei a preparar tudo que precisava, porque até às 19hs, deveria deixar tudo na primeira transição da prova. Tudo separado por sacolas coloridas, o que era de ciclismo na sacola azul, o que era de corrida na sacola amarela.
Depois de conferir tudo umas 5 vezes, pegamos a bike e todos os equipamentos e fomos entregá-los. Chegando lá, foi tudo muito rápido também. Deixei a bike no local indicado e entreguei as sacolas para a organização. Explicaram-me como deveria ser feita essa primeira transição, por onde deveria entrar, o que deveria fazer com os materiais da natação, etc. Disseram também que a sacola com os materiais da corrida seriam transportadas por eles até o local da segunda transição. Pronto, tudo estava preparado para a prova..., bastava apenas chegar a hora da largada.
Voltamos ao hotel, descansamos um pouco e fomos jantar. Em um belo rodízio de pizza,comi pizza de tudo que era jeito, inclusive de chocolate com sorvete! rs
Por volta das 22hs, já estava pronto para dormir, mas é claro que o sono não estava ali. Comecei a rever todas as mensagens,recados e e-mails que recebi durante o dia, a lembrar de cada ligação que me fizeram e de todo o carinho que me deram. Com certeza isso, me fez um bem enorme. Sentir todo esse carinho naquela hora me trouxe uma paz muito boa... Obrigado a todos por isso, tenham certeza que a energia positiva de vocês me ajudou muito!
Enquanto não dormia, fiquei “fazendo” a prova na minha cabeça por diversas vezes. Cada hora me preocupava com um ponto específico da prova, mas com toda certeza, o que mais me preocupava era a natação, principalmente por ver como o mar estava agitado. Rezei, pedi a Deus que cuidasse daquilo pra mim (rs).
27 de agosto de 2011 – “O dia”
Acordei um pouco mais cedo que o previsto, estava um pouco tenso. Olhei pela janela e vi que o tempo continuava ruim. Totalmente nublado, sem nenhuma chance de um raio de sol aparecer. Ao menos, aparentemente o vento havia diminuido...
Tomei meu café, não comi nada diferente do que já estou acostumado. Também não comi muito para não me sentir “pesado”. Voltei ao quarto, comecei a me trocar e contar as poucas horas que ainda faltavam.
Chegando lá, logo fui para a área de pintura, preparei os últimos detalhes da bike, vesti a roupa de borracha e fui para a praia. Com os pés na areia, senti realmente que tudo que tinha feito para estar ali, valeu à pena. Ao lado, avistei os amigos Serginho, Elvio e Fernando, que haviam ido de avião apenas para assistir a prova e me dar uma força, assim como meus sobrinhos que já estavam comigo desde sexta. A presença deles me confortou ainda mais naquele momento.
Próximo à largada, encontrei o Diogo, que também faria a prova naquele dia. Conversamos, nos "tranquilizamos" e demos força um ao outro. Enfim, era a hora... fiz minha oração, pedi muito à Deus para que tudo desse certo como o planejado, que me tirasse o quanto antes daquela água, porque o resto eu me virava, mas ali precisava muito da sua ajuda. Pensei na minha família, nos meus amigos, nas pessoas que me ajudaram em cada treino, em cada conselho, em cada sorriso... Apesar de pouco tempo, conheci pessoas maravilhosas que tenho certeza que levarei para a vida, pessoas que quero ao meu lado... pra sempre. Isso tudo me trouxe uma paz gigante... uma confiança inexplicável... e era isso que eu precisava para começar bem a prova.
Dada a largada. Saí mais ou menos no meio da galera, pois sabia que na frente teria muito cara "voando" e passaria por cima de mim. A temperatura não era muito agradável, a água estava com 16°, frio..., mas nada comparado ao treino que tivemos no Riacho Grande na semana anterior (rs). Fui na boa, procurando encaixar meu ritmo, sem pressa. Procurei respirar direito, sem querer ir rápido demais. O começo foi um pouco tumultuado, muita gente querendo ocupar o mesmo espaço e isso não dava certo. Entre alguns chutes e tapas, o espaço que precisava foi surgindo..., os "fortes" começaram a se distanciar e começou a ficar melhor. Estava preocupado em me orientar direito, sem desviar muito da bóia de marcação. Procurei trabalhar por etapa, "vencer" uma de cada vez. Mais ou menos no meio da prova, por incrível que pareça, estava me sentindo muito bem e feliz por estar ali. O frio já tinha ido para o espaço e não estava nem um pouco cansado... cheguei até a ultrapassar algumas pessoas! Quando avistei a última boia, senti que estava bem. Nadei até encostar a mão no chão, quando levantei e olhei para o relógio, vi que estava um pouco abaixo do limite planejado, fechei a natação para: 43'56. Ótimo para mim, que em outubro do ano passado não conseguia nadar 25 metros!
Fui a caminho da transição muito feliz, lembro que quando passei perto do Serginho gritei: "Deu abaixo!!!"(rs) Fiz uma transição até que boa, para 4'31 e saí para o pedal, onde sabia que poderia fazer a diferença. Fui disposto a fazer força, queria tirar o máximo possível a diferença da água. E realmente foi empolgante..., passei muita gente! Tentei contar, mas vi que era loucura... Foram 90 km sempre pela esquerda pedindo passagem, durante todo o percurso, apenas 3 caras me passaram. Fiz um pedal consciente, me alimentei como deveria me hidratei bem também, apesar de ter sobrado um pouco da água/suplemento que levei. Fiz uma média de um pouco mais de 35 km/h, meu recorde! Fechei os 90 km com o tempo de 2h34:44, um pouco acima do planejado, mas dentro do que precisava.
Minha segunda transição foi boa também, saiu para 2'19. Tudo pronto... agora só restava 21 km de corrida (só... rs). Saí forte..., quis tirar a pequena diferença da bike. O planejado era fazer para 4'43 por km, mas meu ritmo inicial estava para 4'25/4'30 por km, sabia que era forte para manter até o final, mas quis tentar... estava me sentindo muito bem. Fui firme, passei bastante gente também. Senti que a temperatura caiu, começou uma garoa fina..., mas estava tão pilhado que poderia nevar que estava tudo certo!
Por volta do km 14, senti um pouco de câimbra na perna esquerda..., nada forte, mas algo que me deixou um pouco preocupado. Não demorou, e comecei a sentir a mesma coisa na perna direita. Resolvi diminuir o ritmo..., comecei a fazer o km para 4'55/5'00. E assim fui até o final... nesse ritmo ainda estava passando bastante gente.
Nos últimos 200 metros, uma sensação absurda tomou conta de mim. Estava prestes a completar um meio Ironman, uma prova que sempre achei impossível de ser feita. Era uma mistura de sentimentos... estava feliz, emocionado, eufórico, com vontade de gritar, de correr mais rápido, de sorrir, de chorar... sei lá, não dá para descrever... só quem faz essa coisa entende isso... Cruzei a linha de chegada, levantei às mãos para o céu e agradeci a Deus. Missão cumprida! Agora sim eu era um Ironman 70.3, completei a corrida em 1h42:44, fechando a prova em: 5h08:16.
Peguei um copo de coca-cola, um pedaço de bolo e pensei... "tudo isso só foi metade do Ironman... show!" rs
Agradeço muito ao Silvio, que sempre busca extrair meu melhor com sua dedicação. Sem ele, nada disso aconteceria. Agradeço a todos que me acompanham e de que alguma forma me apoiam e me incentivam. Tenham certeza que isso ajuda... e muito!
E é isso... a vida é feita de momentos inesquecíveis... não importa quantas vezes respiramos, mas sim quantas vezes perdemos o fôlego...
O primeiro passo para a conquista é acreditar... e eu sempre acredito!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Experiência
Como tudo na vida, dependemos de nossas experiências para realmente sabermos o que são determinadas coisas. Por mais que nos falam, explicam ou desenham, só quando sentimos na pele é que sabemos como funciona.
E foi esse o principal motivo do treino de hoje: EXPERIÊNCIA, vivenciar a dificuldade para na frente não ter surpresa.
Quando acordei (por volta das 6hs), já sabia que independente do treino, ele não seria fácil por causa do frio que estava. No sábado à noite, conversei com o Silvio e ele pediu para levar tudo que eu pudesse usar em prova, inclusive minha roupa de borracha... ou seja, teríamos água na "brincadeira" do dia.
O treino foi marcado no Riacho Grande, nos encontramos no Ceret e fomos juntos de carro. No caminho fomos falando dos treinos, das provas, da vida. Quando chegamos, a temperatura estava ainda mais baixa, o frio estava pesado... ainda tinha esperança de abortarmos a parte da água.
Descemos do carro e fomos até a beira da represa. Uma garoa bem fina e uma névoa nos recepcionou... ótima maneira de receber "boas vindas". Minha vontade que já era grande aumentou ainda mais e o que mais queria era voltar para dentro do carro e ficar por lá, afinal, não teria nenhum maluco que entraria naquela água.
O Silvio, com toda boa vontade, me incentivava a entrar... disse até que ficou com vontade de entrar tb, mas como não tinha levado roupa de borracha não daria (duvido!!!rs). Nisso, chegou o Diogo, parceiro de treinos que fará a prova de Penha na semana que vem também. O pior, o bicho chegou empolgadíssimo!!! Quase perguntei o que ele tinha tomado, pois tanta animação para cair na água, não poderia ser espontânea... rs
Enfim, demos uma corrida de uns 10 minutos para aquecer, o que foi suficiente para aquecer e continuar correndo, não aquecer para entrar na água!
Comecei a vestir a roupa de borracha, como se estivesse indo para o enforcamento..., juro que achava mesmo que era brincadeira do Silvio. Fomos nos aproximando da margem, meu pé eu já não sentia de tão gelado que estava..., olhava para as boias e não conseguia imaginar como chegaria até elas naquele frio. Confesso, não estava com coragem, pensei mesmo em não entrar... foi quando o Silvio me disse uma coisa que me deu uma tremenda energia:
"Não pensa no frio, pensa em alguma coisa boa e vai!"
E como se fosse uma injeção de ânimo, pensei em um sorriso e pronto! Estava forte como nunca, pronto para encarar aquilo de frente.
Entramos na água, o choque foi grande apesar de a roupa de borracha proteger bem, as mãos, pés e a cabeça estavam doendo de tanto frio. Não conseguia respirar direito, pois não conseguia manter muito tempo a cabeça dentro d'água, o que foi péssimo, pois comprometeu muito meu desempenho nessa que seria nossa primeira volta. Fiz o contorno das boias, comecei a voltar e ao chegar perto da margem, assim que levantei, tive uma tontura bem forte e que me fez sentar na hora. Como não trabalhei direito a respiração, acho que a oxigenação não foi adequada e com o frio, na tentativa de nadar mais rápido me cansei mais do que deveria. Enquanto me preparava para a segunda "entrada", o Silvio me disse para afundar mais a cabeça, para eu trabalhar a respiração. E realmente foi isso. A segunda volta foi bem melhor do que a primeira, apesar de continuar com o frio muito forte no rosto, era o que tinha que ser feito. Consegui encaixar melhor a respiração e as braçadas, nadei melhor e sai sem tontura dessa vez!
Para terminar o treino, fizemos uma transição. Eu peguei a bike e fui enquanto o Diogo saiu para correr. Muita garoa e vento, o frio era constante. O que me motivava era saber que já tinha saído da água, mas já me questionava o que era pior no dia de hoje: nadar ou pedalar naquele tempo? rs
Voltamos para o carro, nos secamos e nos trocamos. O Silvio levou chá quente, pois já sabia que precisaríamos...
Agora, quente na minha cama, vejo que realmente esse treino foi fundamental. Tenho certeza que se tivesse tido essa experiência em uma prova, poderia ter comprometido o resultado final. Agora eu já sei o que é nadar com uma temperatura abaixo de 10 graus, já sei o que é não sentir os pés e as mãos na hora de entrar na água e principalmente, já sei o que é estar com a cabeça dentro de uma "geladeira" e trabalhar minha respiração.
Muitas vezes, deixamos de fazer algumas coisas ou tomar alguma decisão, simplesmente por medo ou insegurança. Nessas horas, temos que acreditar e colocar a cabeça e o coração para trabalhar. A experiência é o que nos constrói, não podemos deixar o desconhecido nos destruir.
Mais um dia na bagagem!
E foi esse o principal motivo do treino de hoje: EXPERIÊNCIA, vivenciar a dificuldade para na frente não ter surpresa.
Quando acordei (por volta das 6hs), já sabia que independente do treino, ele não seria fácil por causa do frio que estava. No sábado à noite, conversei com o Silvio e ele pediu para levar tudo que eu pudesse usar em prova, inclusive minha roupa de borracha... ou seja, teríamos água na "brincadeira" do dia.
O treino foi marcado no Riacho Grande, nos encontramos no Ceret e fomos juntos de carro. No caminho fomos falando dos treinos, das provas, da vida. Quando chegamos, a temperatura estava ainda mais baixa, o frio estava pesado... ainda tinha esperança de abortarmos a parte da água.
Descemos do carro e fomos até a beira da represa. Uma garoa bem fina e uma névoa nos recepcionou... ótima maneira de receber "boas vindas". Minha vontade que já era grande aumentou ainda mais e o que mais queria era voltar para dentro do carro e ficar por lá, afinal, não teria nenhum maluco que entraria naquela água.
O Silvio, com toda boa vontade, me incentivava a entrar... disse até que ficou com vontade de entrar tb, mas como não tinha levado roupa de borracha não daria (duvido!!!rs). Nisso, chegou o Diogo, parceiro de treinos que fará a prova de Penha na semana que vem também. O pior, o bicho chegou empolgadíssimo!!! Quase perguntei o que ele tinha tomado, pois tanta animação para cair na água, não poderia ser espontânea... rs
Enfim, demos uma corrida de uns 10 minutos para aquecer, o que foi suficiente para aquecer e continuar correndo, não aquecer para entrar na água!
Comecei a vestir a roupa de borracha, como se estivesse indo para o enforcamento..., juro que achava mesmo que era brincadeira do Silvio. Fomos nos aproximando da margem, meu pé eu já não sentia de tão gelado que estava..., olhava para as boias e não conseguia imaginar como chegaria até elas naquele frio. Confesso, não estava com coragem, pensei mesmo em não entrar... foi quando o Silvio me disse uma coisa que me deu uma tremenda energia:
"Não pensa no frio, pensa em alguma coisa boa e vai!"
E como se fosse uma injeção de ânimo, pensei em um sorriso e pronto! Estava forte como nunca, pronto para encarar aquilo de frente.
Entramos na água, o choque foi grande apesar de a roupa de borracha proteger bem, as mãos, pés e a cabeça estavam doendo de tanto frio. Não conseguia respirar direito, pois não conseguia manter muito tempo a cabeça dentro d'água, o que foi péssimo, pois comprometeu muito meu desempenho nessa que seria nossa primeira volta. Fiz o contorno das boias, comecei a voltar e ao chegar perto da margem, assim que levantei, tive uma tontura bem forte e que me fez sentar na hora. Como não trabalhei direito a respiração, acho que a oxigenação não foi adequada e com o frio, na tentativa de nadar mais rápido me cansei mais do que deveria. Enquanto me preparava para a segunda "entrada", o Silvio me disse para afundar mais a cabeça, para eu trabalhar a respiração. E realmente foi isso. A segunda volta foi bem melhor do que a primeira, apesar de continuar com o frio muito forte no rosto, era o que tinha que ser feito. Consegui encaixar melhor a respiração e as braçadas, nadei melhor e sai sem tontura dessa vez!
Para terminar o treino, fizemos uma transição. Eu peguei a bike e fui enquanto o Diogo saiu para correr. Muita garoa e vento, o frio era constante. O que me motivava era saber que já tinha saído da água, mas já me questionava o que era pior no dia de hoje: nadar ou pedalar naquele tempo? rs
Voltamos para o carro, nos secamos e nos trocamos. O Silvio levou chá quente, pois já sabia que precisaríamos...
Agora, quente na minha cama, vejo que realmente esse treino foi fundamental. Tenho certeza que se tivesse tido essa experiência em uma prova, poderia ter comprometido o resultado final. Agora eu já sei o que é nadar com uma temperatura abaixo de 10 graus, já sei o que é não sentir os pés e as mãos na hora de entrar na água e principalmente, já sei o que é estar com a cabeça dentro de uma "geladeira" e trabalhar minha respiração.
Muitas vezes, deixamos de fazer algumas coisas ou tomar alguma decisão, simplesmente por medo ou insegurança. Nessas horas, temos que acreditar e colocar a cabeça e o coração para trabalhar. A experiência é o que nos constrói, não podemos deixar o desconhecido nos destruir.
Mais um dia na bagagem!
domingo, 14 de agosto de 2011
Os primeiros 100 km não se esquece!
Sim, ultrapassei a casa dos 100 km de bike. Como disse meu amigo Musa, estou virando "hominho"! (rs)
A ideia inicial era fazer 110 km, mas por força maior (um pneu furado), parei nos 103 km. Já estava de bom tamanho, considerando o vento forte que estava e tudo que já tinha acontecido até começarmos o pedal. Mas vamos lá...
Nos encontramos no posto da Ayrton Senna às 6h:10, estavam lá: R. Borges, Silvio e o Percílio. Estava cercado de "Ironmans" e sabia que o pedal que me esperava não seria nada fácil ao lado deles. Tomamos um rápido café enquanto esperávamos outro parceiro para o treino (Felipe Braga), que não chegou em tempo e nos encontrou depois..., por isso, partimos ao destino da manhã.
Eu estava no meu carro, o Borges no dele e o Percílio com o Silvio, que iria com o carro de apoio. Estavamos indo tranquilos, eu ouvindo uma "sonzera" para animar... quando do nada, no meio da rodovia surgiu um MALUCO na frente do carro do Silvio, todo cheio de sangue no rosto pedindo para ele parar o carro! O Silvio conseguiu desviar e quase bateu no carro do Borges, mas mesmo assim o cara bateu na lateral do carro e caiu... Paramos no acostamento, o rapaz já estava de pé pedindo por ajuda. A história que ele contou é que estava voltando de uma "balada" de SP com seu tio e um amigo e que tinha acabado de levar duas facadas (uma no braço e outra nos rosto) desse tio, dentro do carro..., mas conseguiu escapar.
História estranha..., mas o que sei é que chamamos a Ecopista para dar assistência ao rapaz e fomos embora. Nisso, perdemos quase 1 hora e a ideia de começar o pedal bem cedo, tinha acabado.
Enfim, começamos o treino. O Percílio logo de cara abriu boa distância..., realmente sumiu! Eu estava um pouco preocupado de forçar muito no começo, pois sabia que a ida seria "mais fácil" do que a volta, por isso, precisava me cuidar e me alimentar bem. Essa estrada não tem parte plana, ou estávamos subindo ou descendo... o problema é que as subidas demoravam bem mais para terminar do que as descidas! rs
Boa parte do percurso eu e o Borges estávamos juntos. Começamos a forçar um pouco mais o pedal, um puxando ao outro. No ritmo que estávamos, logo avistamos o Percílio o que nos motivou a ir ainda mais firme. Alcançamos ele ainda na primeira metade e quando fizemos o retorno, fechei com uma média de 35 km/h... forte! Abri uma certa distância de todos..., mas como já esperava, a volta seria tensa. Muito vento... na descida, pedalando, alcançava 32, 33 km de média... o vento segurava mesmo! Comecei a segurar um pouco mais... logo o Borges me alcançou e voltamos a ir juntos! Os dois reclamando do vento, mas felizes pelo desempenho. Por volta do km 70, o pneu do Borges furou... ele havia deixado tudo com o Silvio... Paramos, dei minhas coisas para ele trocar o pneu e segui em frente para não esfriar o corpo. Dali pra frente era comigo, estava sozinho, pois o Percílio e o Felipe tinham ficado para trás. Foi quando começou a ficar mais pesado o pedal... já desgastado e com o vento que parecia estar cada vez mais forte, cada subida parecia ser interminável. E é exatamente nessa hora que a cabeça é tão importante quanto a parte física. Comecei a pensar em coisas boas, apesar de às vezes me lembrar do incidente que tivemos na rodovia... comecei a pensar no Ironman 70.3 que vou fazer agora dia 27, no próprio Iron do ano que vem... pensei nos amigos que me incentivam sempre, e que a cada dia me surpreendem com demonstrações de respeito e carinho..., pensei na minha família... no sorriso dos meus sobrinhos... e em quem me disse que esperava bons resultados no treino de hoje! Toda essa combinação me deu força e fui embora, firme e forte, determinado a chegar aos 110 km bem! Mas... meu pneu resolveu furar nos 103 km... como tinha deixado minhas coisas com o Borges... a casa caiu! O que fiz??? Desci da bike e comecei a sorrir sozinho... agradeci a Deus por mais um dia e segui caminhando e empurrando a bike... até encontrar o Silvio e ser "guinchado"... rs
Fechei o pedal com uma média de 32,2 km/h e por tudo que aconteceu, não esquecerei jamais o dia de hoje.
Mais uma vez, obrigado a todos por tudo... sou feliz por ter pessoas assim ao meu lado. E vamos para o próximo treino! rs
A ideia inicial era fazer 110 km, mas por força maior (um pneu furado), parei nos 103 km. Já estava de bom tamanho, considerando o vento forte que estava e tudo que já tinha acontecido até começarmos o pedal. Mas vamos lá...
Nos encontramos no posto da Ayrton Senna às 6h:10, estavam lá: R. Borges, Silvio e o Percílio. Estava cercado de "Ironmans" e sabia que o pedal que me esperava não seria nada fácil ao lado deles. Tomamos um rápido café enquanto esperávamos outro parceiro para o treino (Felipe Braga), que não chegou em tempo e nos encontrou depois..., por isso, partimos ao destino da manhã.
Eu estava no meu carro, o Borges no dele e o Percílio com o Silvio, que iria com o carro de apoio. Estavamos indo tranquilos, eu ouvindo uma "sonzera" para animar... quando do nada, no meio da rodovia surgiu um MALUCO na frente do carro do Silvio, todo cheio de sangue no rosto pedindo para ele parar o carro! O Silvio conseguiu desviar e quase bateu no carro do Borges, mas mesmo assim o cara bateu na lateral do carro e caiu... Paramos no acostamento, o rapaz já estava de pé pedindo por ajuda. A história que ele contou é que estava voltando de uma "balada" de SP com seu tio e um amigo e que tinha acabado de levar duas facadas (uma no braço e outra nos rosto) desse tio, dentro do carro..., mas conseguiu escapar.
História estranha..., mas o que sei é que chamamos a Ecopista para dar assistência ao rapaz e fomos embora. Nisso, perdemos quase 1 hora e a ideia de começar o pedal bem cedo, tinha acabado.
Enfim, começamos o treino. O Percílio logo de cara abriu boa distância..., realmente sumiu! Eu estava um pouco preocupado de forçar muito no começo, pois sabia que a ida seria "mais fácil" do que a volta, por isso, precisava me cuidar e me alimentar bem. Essa estrada não tem parte plana, ou estávamos subindo ou descendo... o problema é que as subidas demoravam bem mais para terminar do que as descidas! rs
Boa parte do percurso eu e o Borges estávamos juntos. Começamos a forçar um pouco mais o pedal, um puxando ao outro. No ritmo que estávamos, logo avistamos o Percílio o que nos motivou a ir ainda mais firme. Alcançamos ele ainda na primeira metade e quando fizemos o retorno, fechei com uma média de 35 km/h... forte! Abri uma certa distância de todos..., mas como já esperava, a volta seria tensa. Muito vento... na descida, pedalando, alcançava 32, 33 km de média... o vento segurava mesmo! Comecei a segurar um pouco mais... logo o Borges me alcançou e voltamos a ir juntos! Os dois reclamando do vento, mas felizes pelo desempenho. Por volta do km 70, o pneu do Borges furou... ele havia deixado tudo com o Silvio... Paramos, dei minhas coisas para ele trocar o pneu e segui em frente para não esfriar o corpo. Dali pra frente era comigo, estava sozinho, pois o Percílio e o Felipe tinham ficado para trás. Foi quando começou a ficar mais pesado o pedal... já desgastado e com o vento que parecia estar cada vez mais forte, cada subida parecia ser interminável. E é exatamente nessa hora que a cabeça é tão importante quanto a parte física. Comecei a pensar em coisas boas, apesar de às vezes me lembrar do incidente que tivemos na rodovia... comecei a pensar no Ironman 70.3 que vou fazer agora dia 27, no próprio Iron do ano que vem... pensei nos amigos que me incentivam sempre, e que a cada dia me surpreendem com demonstrações de respeito e carinho..., pensei na minha família... no sorriso dos meus sobrinhos... e em quem me disse que esperava bons resultados no treino de hoje! Toda essa combinação me deu força e fui embora, firme e forte, determinado a chegar aos 110 km bem! Mas... meu pneu resolveu furar nos 103 km... como tinha deixado minhas coisas com o Borges... a casa caiu! O que fiz??? Desci da bike e comecei a sorrir sozinho... agradeci a Deus por mais um dia e segui caminhando e empurrando a bike... até encontrar o Silvio e ser "guinchado"... rs
Fechei o pedal com uma média de 32,2 km/h e por tudo que aconteceu, não esquecerei jamais o dia de hoje.
Mais uma vez, obrigado a todos por tudo... sou feliz por ter pessoas assim ao meu lado. E vamos para o próximo treino! rs
domingo, 7 de agosto de 2011
Triatlhon = Vida
O apoio que tenho recebido tem sido fundamental para seguir firme. Seja uma dica, um elogio ou uma bronca, tudo tem sido fundamntal para a minha construção não só como atleta, mas como pessoa. É realmente gratificante estar cercado de pessoas tão especiais que fazem a diferença no meu dia.
Sei que às vezes me cobro demais, mas não tem jeito... sou assim em tudo que faço na minha vida... gosto de fazer bem feito, não gosto de nada mais ou menos..., sou INTENSO! Procuro dar sempre o meu melhor, pois só assim sei do que sou capaz. E por falar em ser capaz..., o primeiro passo é acreditar! Tenho fé em alcançar todos os meus sonhos, por mais distantes e difíceis que eles sejam...
O triatlhon têm me feito refletir sobre muitas coisas da vida. Aredito que o autoconhecimento é fundamental para superar qualquer adversidade, seja na vida pessoal ou profissional, é importante sabermos o que queremos ter e onde queremos chegar. É importante sabermos o que traz brilho nos olhos e o que não faz mais sentido... Devemos ir atrás do que é importante! É preciso ter coragem para dar à cara para bater, determinação para atingir o inatingível e persistência para se levantar e seguir em frente... sempre em frente... assim, cruzamos a linha de chegada, seja ela qual for.
É você quem escolhe seu "desafio", É você quem faz sua "prova" e é você quem escolhe sua "conquista". A vida é repleta de caminhos... basta definir qual quer seguir.
Tenho os meus desafios definidos e estou "nadando, pedalando e correndo" atrás... A vida é uma só... faça a sua prova, faça valer à pena!
Sei que às vezes me cobro demais, mas não tem jeito... sou assim em tudo que faço na minha vida... gosto de fazer bem feito, não gosto de nada mais ou menos..., sou INTENSO! Procuro dar sempre o meu melhor, pois só assim sei do que sou capaz. E por falar em ser capaz..., o primeiro passo é acreditar! Tenho fé em alcançar todos os meus sonhos, por mais distantes e difíceis que eles sejam...
O triatlhon têm me feito refletir sobre muitas coisas da vida. Aredito que o autoconhecimento é fundamental para superar qualquer adversidade, seja na vida pessoal ou profissional, é importante sabermos o que queremos ter e onde queremos chegar. É importante sabermos o que traz brilho nos olhos e o que não faz mais sentido... Devemos ir atrás do que é importante! É preciso ter coragem para dar à cara para bater, determinação para atingir o inatingível e persistência para se levantar e seguir em frente... sempre em frente... assim, cruzamos a linha de chegada, seja ela qual for.
É você quem escolhe seu "desafio", É você quem faz sua "prova" e é você quem escolhe sua "conquista". A vida é repleta de caminhos... basta definir qual quer seguir.
Tenho os meus desafios definidos e estou "nadando, pedalando e correndo" atrás... A vida é uma só... faça a sua prova, faça valer à pena!
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